quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

De volta...



Eu tenho idéias e razões,

Conheço a cor dos argumentos

E nunca chego aos corações.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Pergunta!


Pergunta!

Pergunta-me como se ama,

Como se conserva a chama

Deste fogo que me invade

O ser de saudade…

Não me perguntes, sobre a dor.

Somente sobre o amor

Sem pudor e que alimenta,

Invade,

Aumenta…

Pergunta!

Pergunta-me porque te anseio,

Porque te sinto no seio

De tanta gente…

Porque a mente não descansa,

O desejo não amansa

E a imensidão não alcança…

É evidente!...

A resposta está em nós;

A vontade de não estarmos sós…

Pergunta!

Pergunta-me olhando assim:

Teus olhos repousando em mim;

Provocando uma candura,

Uma calma revigorante

Onde me sinto amante,

Alma simples, pura,

Renovada,

Adorada.

Pergunta-me!

Pergunta-me que eu respondo:

Com amor!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Soneto 166


De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma para a eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou"


William Shakespeare