
Pergunta!
Pergunta-me como se ama,
Como se conserva a chama
Deste fogo que me invade
O ser de saudade…
Não me perguntes, sobre a dor.
Somente sobre o amor
Sem pudor e que alimenta,
Invade,
Aumenta…
Pergunta!
Pergunta-me porque te anseio,
Porque te sinto no seio
De tanta gente…
Porque a mente não descansa,
O desejo não amansa
E a imensidão não alcança…
É evidente!...
A resposta está em nós;
A vontade de não estarmos sós…
Pergunta!
Pergunta-me olhando assim:
Teus olhos repousando em mim;
Provocando uma candura,
Uma calma revigorante
Onde me sinto amante,
Alma simples, pura,
Renovada,
Adorada.
Pergunta-me!
Pergunta-me que eu respondo:
Com amor!
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